Os Hormônios e o Emagrecimento

O equilíbrio hormonal está diretamente ligado à boa saúde, e num aspecto mais específico, também há uma forte relação entre os hormônios e o emagrecimento.

O que são os hormônios?

Os hormônios são substâncias produzidas em várias glândulas do corpo e funcionam basicamente como mensageiros, pois são produzidos nas glândulas, mas desempenham funções em outros locais distintos do corpo.

Existem mais de 35 tipos de hormônios no corpo e a função deles é manter as funções do organismo em equilíbrio. Por exemplo, metabolizar as gorduras, proteínas, controlar a fome, a saciedade, etc. Veremos que há uma estreita relação entre os hormônios e o emagrecimento.

hormonios e o emagrecimento

Todas as funções do corpo são moduladas pelos hormônios, daí a importância do equilíbrio do organismo através da ação dos hormônios.

Qual é a relação entre os hormônios e o emagrecimento?

É necessário avaliar o histórico clínico da pessoa, se há alguma queixa por exemplo, cansaço demasiado, grande dificuldade de perda de peso, antes de notar alguma mudança na saúde, conseguia fazer uma dieta e perder peso normalmente, e agora, por alguma razão não consegue mais.

hormonios e o emagrecimento

Os exames laboratoriais, principalmente o de sangue irão indicar os níveis dos hormônios e o médico então, poderá diagnosticar se há alguma alteração hormonal.

É sabido que o envelhecimento, faz com que a produção dos hormônios diminua naturalmente, interferindo de alguma forma no emagrecimento.

Nas mulheres, por exemplo, quando a mulher atinge a fase da menopausa, tem diminuição da testosterona, do estrogênio (promove a proteção cardiovascular, saúde dos ossos, manutenção de colágeno da pele) e passa a ter maior tendência de ganho de peso na região abdominal.

Neste caso, identificada a diminuição, o médico define o tratamento, fazendo a reposição hormonal, evitando assim o ganho de peso e aumento de gordura na região abdominal. Normalizada a situação da saúde, a pessoa estará apta para iniciar as 8 Atitudes para o Emagrecimento.

Os hormônios da glândula tireoide influenciam no ganho de peso?

Existem 2 problemas que ocorrem na glândula tireoide: o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. O primeiro (hipotireoidismo), é uma diminuição na produção dos hormônios. Os sintomas são: sentir a pele muito ressecada, cansaço em excesso, inchaço, indisposição que não passa.

O hipertireoidismo é a produção em excesso, é mais raro de ocorrer. Ocasiona palpitações, tremores, mal-estar e dificuldade para ganho de peso.

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É preciso tomar cuidado com os xenobióticos (substâncias que vem do meio externo e imitam hormônios), muito encontrados nos plásticos, principalmente plásticos que armazenam alimentos quentes.

Alguns tipos de plásticos liberam o bisfenol A, que é um verdadeiro veneno, imita um hormônio e compete com eles, podendo afetar a tireoide de uma forma irreversível.

Precisamos tomar cuidado com o bisfenol A, inseticidas, pesticidas, por isso a preferência pelos alimentos orgânicos, sem agrotóxicos. Outro fator, o stress, procure controlar, pois tudo isso interfere na produção dos hormônios.

Nas mulheres mais jovens, o uso do anticoncepcional influencia na produção da testosterona, o que ocasiona dificuldade na perda de peso e dificuldade em ganhar massa muscular magra.

Existem sintomas?

Problemas na glândula tireoide podem ocasionar muito sono, queda de cabelos, quebra das unhas com facilidade, ganho de peso, dentre outros sintomas, pode ocorrer também em pessoas jovens. Após o tratamento correto, com o equilíbrio hormonal, a saúde volta ao normal.

Uma outra doença da glândula tireoide é a Tireoidite de Hashimoto, que é quando o corpo produz anticorpos que combatem a própria glândula tireoide. É denominada como uma doença autoimune.

Devido ao ataque dos anticorpos do corpo, a tireoide não consegue mais produzir adequadamente os hormônios. Surge então os sintomas de cansaço em excesso, e indisposição. O médico então trata com a reposição destes hormônios e a pessoa passa a ter uma vida normal, fazendo a reposição de forma recorrente.

Após o tratamento, a pessoa já sente que começa a perder parte do excesso de peso e sente a melhoria na qualidade de vida.

Os principais hormônios que influenciam no emagrecimento

Testosterona: é um hormônio muito importante não somente para o emagrecimento, mas também é importante para a disposição, para a massa óssea e a sexualidade.

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O que fazer para manter os níveis de testosterona normais?

Diminuir o consumo de farinha branca, praticar atividade física, pelo menos de leve à moderada. Quando a testosterona diminui, o médico irá tratar com a reposição hormonal.

Um bom sono também ajuda a regular o nível da testosterona, além de ajudar na produção dos outros hormônios. Quando o sono é atrapalhado, interfere na produção do hormônio GH (do inglês growth hormone), que é o hormônio do crescimento, importante tanto em crianças quanto em adultos, é fundamental para o ganho de massa magra.

Não adianta seguir corretamente uma dieta, fazer exercícios, mas se não tiver um bom sono, irá prejudicar a produção do hormônio GH e impedirá a interação entre estes hormônios e o emagrecimento.

O tempo de sono ideal recomendado é de 7 a 8 horas, um sono de qualidade, para que sejam cumpridas as etapas do sono, promova o descanso e produza adequadamente os hormônios do corpo.

Ao se preparar para o sono, crie um ambiente favorável para o seu sono. Evite luzes acesas no quarto, celular aceso ou ligado, televisão ligada na hora de dormir. Estes estímulos luminosos atrapalham na produção da melatonina

Melatonina: é um hormônio produzido durante o sono que também irá regular outros hormônios, promover o bem-estar, diminui o estresse oxidativo do corpo.

A prática da atividade física deve ser vista como uma necessidade

Assim como não podemos deixar de fazer nossas necessidades fisiológicas, da mesma forma, a atividade física também. O ser humano nos tempos antigos sempre foi nômade, caminhava longas distâncias, carregava peso, subia em lugares altos, enfim, se exercitava de forma natural.

Hoje, com vários adventos de mobilidade, veículos, comodidade para comprar o alimento próximo de casa, trabalhar mais tempo sentado e outras coisas que fazem parte da vida moderna, o ser humano tem se exercitado muito pouco, daí o surgimento de várias complicações de saúde ainda quando jovens e piora quando as pessoas ficam idosas. Estes novos hábitos que passamos a ter após os adventos modernos prejudicaram e muito relação entre os hormônios e o emagrecimento.

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Procure um tipo de atividade que você se identifique e que goste. Para as mulheres: dança, Yoga, pilates, hidroginástica, ginástica aeróbica, caminhada, etc.

Para os homens: caminhada, corridas curtas, musculação, futebol, natação, artes marciais, etc.

Para funcionar, a atividade deve durar no mínimo 30 minutos, 5 dias na semana pelo menos. Quando não se pratica atividade física nenhuma, os níveis de insulina sobem, isto ocasiona a inflamação do corpo, aumenta o risco de diabetes, doenças cardiovasculares e risco de morte.

O que fazer para diminuir os níveis altos de insulina?

Evitar: farinha branca, açúcar branco, dê preferência para alimentos integrais, consuma cereais naturais, frutas, legumes, carnes magras, evite carnes com muita gordura, evite ou diminua o consumo de embutidos. Tomando estes cuidados, já é possível reduzir a insulina.

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Outra medida fundamental é: comer de 3 em 3 horas. As pessoas não dão muita importância para esta medida, mas na verdade, é um dos verdadeiros segredos para atingir o emagrecimento.

Leia mais no artigo que fala dos 10 passos para o emagrecimento saudável.

Exemplo: nos intervalos de 3 horas entre as refeições, é comum comer uma fruta. Maçã, melão, banana, mamão, laranja (com bagaço). A fruta contém frutose, que faz com que a glicose e a insulina subam. Para diminuir a insulina, seria melhor comer esta fruta junto com um cereal integral: granola, castanhas, semente de chia, amaranto. Isto trará um ótimo resultado na redução do nível da insulina.

A menopausa contribui para o ganho de peso?

Ao entrar na menopausa, a mulher tem maior tendência de ganhar até 5 quilos nos primeiros anos e ainda perde massa magra. Daí a importância de procurar o médico antes, verificar se existe alguma contraindicação ou não, fazer os ajustes hormonais, principalmente do estrogênio, evita que a saúde da mulher seja prejudicada.

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O estrogênio também tem relação com outros 2 hormônios e ajuda a controlá-los. O primeiro: grelina (hormônio da fome), que costuma aumentar na menopausa, ao tempo que a taxa metabólica diminui. O segundo hormônio é a leptina, que é o hormônio da saciedade, ajuda a evitar que a taxa metabólica diminua e a grelina aumente.

O consumo de fibras também irá ajudar muito para promover a saciedade após as refeições.

Qual hormônio ajuda no ganho de massa magra?

A testosterona. Na mulher, vai diminuindo com o uso de anticoncepcionais, stress, dieta inadequada, baixa ingestão de proteínas magras.

O sedentarismo é um grande vilão contra o emagrecimento. Contribui para inflamação do corpo, aumento da insulina, queda na taxa do metabolismo, o que ocasiona ganho de peso e acúmulo de gordura na região abdominal.

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A prática da atividade física é imprescindível. Leia mais sobre a atividade física no artigo: como acelerar o metabolismo e emagrecer.

Por que o sobre peso causa dificuldade na mulher em engravidar?

Quando a mulher está com sobre peso, possui uma quantidade grande de moléculas inflamatórias no corpo, que atrapalham o funcionamento dos ovários e de outras glândulas.

Hoje em dia, os médicos se deparam muito com os casos de síndrome dos ovários micropolicísticos, originados pelo aumento destas células inflamatórias.

É sabido que, quando a mulher consegue perder pelo menos 5% do peso total, já há um grande aumento na fertilidade da mulher.

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Os médicos recomendam que durante a gestação, a mulher precisa evitar ganhar excesso de peso, pois esta mensagem genética pode ser passada para a criança e venha a ter no futuro, uma tendência maior à obesidade e outros entraves relacionados aos hormônios e o emagrecimento.

Excesso de pêlos nas mulheres tem relação com desequilíbrio hormonal?

Sim, é chamado de hiperandrogenismo quando a mulher possui níveis de hormônios masculinos mais elevados. Não que sejam hormônios exclusivamente masculinos, mas em maior quantidade do que o normal nas mulheres.

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O recomendado é que a mulher pratique exercícios físicos, para diminuir a insulina, que também irá contribuir para a diminuição da testosterona. Vá ao médico para avaliar outros tipos de exames.

Dicas para manter o corpo em movimento

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Se puder, use a escada no lugar do elevador, em curtas distâncias prefira a caminhada, quem trabalha muito tempo sentado no escritório, tire alguns minutos e caminhe pelo escritório, faça alguns agachamentos durante o dia, faça caminhada no parque, no calçadão, na praia, não deixe o corpo ficar parado.

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Ana Freire

Editora do site Saudável Emagrecer. Esposa, mãe, empreendedora, está sempre pesquisando e acompanhando o trabalho de especialistas em emagrecimento e áreas afins, publicando sempre o conteúdo de maior relevância para o público.

Website: http://saudavelemagrecer.com

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